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Uma história pra te fazer acreditar no amor


No Dia dos Namorados, conheça o casal que se conheceu ainda no Jardim de Infância e são uma verdadeira lição sobre relacionamento

O filósofo polonês Zygmunt Bauman elaborou uma extensa teoria sobre os amores líquidos, que em resumo define a sociedade atual. Um tempo em que tudo é rápido e, às vezes, até por isso, tem pouco valor. Se você não vive em Marte, com certeza sabe que ele não estava errado e conhece pelo menos algum amigo ou amiga que conheceu alguém, se apaixonou, namorou e terminou  a relação em questão de meses, quando não semanas. Mas vamos apresentar um casal que te fará acreditar que nem tudo está tão perdido e que o bom e velho amor ainda tem muita força. A psicóloga Daniele Lindern e seu namorado, o professor Guilherme Haro, ambos de 29 anos, representam uma daquelas histórias que te fazem dizer “óun, que lindo”, quando escuta e, nos mais emotivos, pode rolar algumas lágrimas.

Para entender essa história, volte aos anos oitenta. Lembre-se das músicas, das brincadeiras, dos filmes e de como a malícia era menor. Nesse contexto, eles se conheceram quando tinham apenas cinco anos, no Jardim de Infância, da Escola Estadual Helena Litwin Schneider, no Bairro Jardim Itú Sabará, em Porto Alegre. A sintonia era tanta que logo se tornaram melhores amigos e brincavam juntos o tempo todo. Com a pureza que só as crianças têm, diziam para os pais, professores e colegas que eram namorados! Mas nessa idade ninguém controla a própria vida e, mesmo muito a contra gosto, tiveram que parar de se ver. O motivo foi que os pais de Guilherme levaram o menino para estudar no Colégio Sinodal, muitos bairros de distância para uma criança.

O inesperado reencontro

Em 2004, dois adolescentes de 15 anos estavam conversando e rindo em casa, quando uma atualização de status de Rede Social causou uma reviravolta. Os jovens em questão eram Guilherme e o amigo Matheus Neutzling.  A página do extinto Orkut trouxe uma atualização de uma amiga virtual, uma colega de escola com quem Matheus nunca conversava. Era Daniele Lindern. Guilherme não teve dúvidas. Tinha que ser a ex-colega de infância. E ele estava correto. “Meu sobrenome não é comum, mas até hoje não sei como ele conseguia lembrar”, conta Daniele.

Guilherme pediu para Matheus falar com a colega, para que ele os apresentasse, mas quando Daniele ouviu de quem se tratava, nem esperou. “Eu nunca me esqueci dele. Cheguei em casa e já mandei uma solicitação de amizade”, revela. A partir de então, o contato foi retomado e só cresceu. Marcaram um cinema, onde se reencontraram depois de 10 anos. Após isso, não se desgrudaram mais. Como namorados? Não, pois estávamos em outra década. Eles viraram super amigos, com conversas, confidências e risadas, geralmente pelo MSN (Quem, com mais de 20 anos, nunca?). Ela se deu conta que queria mais daquela relação, mas ficou com medo de perder a amizade. O primeiro beijo só ocorreu dois anos mais tarde, na festa de aniversário de um amigo em comum. Dessa forma, passaram a namorar, mas mais uma vez tiveram de se separar. Como adolescentes que eram, eles acabaram rompendo e ela foi viajar.

O relacionamento adulto

Graças as redes sociais, coisa que não existia na infância deles, nunca perderam contato. Quando ela retornou, eles retomaram as conversas e, no dia 19 de janeiro de 2008, começaram a namorar e estão juntos desde essa data. Passaram a morar juntos em fevereiro de 2016 e, em dezembro de 2017, se mudaram para a primeira casa própria do casal. Eles ainda não casaram, mas se engana quem imagina que é por falta de romantismo. Na verdade é justamente por serem românticos. “Fizemos nossa primeira viagem internacional em janeiro desse ano. E queremos fazer outras, por isso o casamento vai ficar um pouco para depois, afinal, fica pesado financeiramente casar e viajar, mas essa união é algo que temos em mente, pois achamos importante para celebrar o amor”, explicam.

A relação gerou uma união estável e uma filhinha de quatro patas, a Flora. Eles juntos formam um casal que serve como inspiração para os amigos e viraram oráculo sobre relacionamentos. “Somos referência. As pessoas mais próximas nos procuram por conselhos. Temos defeitos, mas sempre procuramos evoluir juntos para sermos melhores para nós e um para o outro. Me sinto muito especial de ter uma relação desse nível, algo que hoje é tão difícil”, comenta.

Nós da reportagem não somos próximos do casal, mas conseguimos que a Daniela deixasse uma dica para quem almeja uma relação duradoura e bonita como a dela. “O que nos diferencia e nos faz ficarmos juntos por tanto tempo é não fugirmos de crises, pois tê-las é normal. Sabemos que as coisas tendem a não ser eternas e nem nos pressionamos pra ficarmos juntos pra sempre. É justamente saber que podemos não ficar juntos pra sempre que nos faz aproveitamos cada momento ao máximo e isso fez com que nosso momento já dure mais de dez anos”, diz em tom emocionado.

Créditos das fotos: Arquivo pessoal

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