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Descubra como um cadeirante se tornou campeão de futebol


Redefina suas atualizações de superação: João Vitor defendeu a meta sem ser vazado, sua equipe venceu por 10 a 0 e ele ainda levantou a taça

O jovem João Vitor Feijó Neves, 17 anos, viveu uma história daquelas que só o esporte é capaz de proporcionar. Você que vai ler agora se prepare para redefinir suas atualizações sobre raça, garra, determinação e força de vontade. Cadeirante desde o nascimento, devido uma lesão medular (mielomeningocele), ele foi o goleiro da equipe campeã da Copa Super Campeões sem tomar um gol sequer. A partida, realizada na manhã de sábado (18/11), no ginásio da sua equipe, a GEF Sul Futsal, em Alvorada, terminou 10 a 0 e trouxe ainda mais uma surpresa: o garoto foi o responsável por erguer a taça de campeão.

A conquista

A Copa Super Campeões é uma competição que envolve escolinhas de futsal da cidade de Alvorada, localizada na Região Metropolitana de Porto Alegre. A GEF Sul Futsal, equipe de João, chegou invicta na decisão e o resultado memorável de 10 a 0 na final veio coroar toda a preparação para o torneio. O treinador do menino, professor Eder Belloli, contou como funciona o treinamento. “Não vejo diferenças entre ele e os demais alunos que não são cadeirantes. Tratamos todos como iguais e é aí que está o diferencial dele. Ele não quer regalias, é esforçado e guerreiro. Os treinos dele são como os de qualquer outro aluno que temos aqui e isso faz parte da nossa filosofia de que ninguém é diferente”, revelou.

Garra e superação

As batalhas e vitórias começaram cedo na vida de João. Ele nasceu com uma lesão medular conhecida como mielomeningocele e teve hidrocefalia. Essa combinação nada favorável lhe ocasionou uma série de problemas que acarretaram em 16 cirurgias ao longo da vida na coluna, no tórax e na cabeça.

Ele explica que, para poder caminhar, precisa de uma cirurgia nas pernas que só pode ser feita no sudeste e custa cerca de R$ 10 mil, valor fora da realidade para família. No entanto, maior que as dificuldades é o sonho que ele, apaixonado pelo Grêmio, tem: jogar futebol: “Pra mim não existem obstáculos e não desisto nunca. Não é por ser cadeirante que eu não conseguiria conquistar meu sonho que é jogar futebol.  Agora vou até fazer uma tatuagem com a data da conquista”, revela.

 

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